Federasul defende novo ritmo e comportamento diferenciado para 2019

Altruísmo, espírito público e pragmatismo são as palavras de ordem e as novas atitudes apontadas pela presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Simone Leite, para o ano de 2019. Durante a confraternização com a imprensa, nesta quinta-feira (13), a presidente e o coordenador da Divisão de Economia da entidade, Fernando Marchet, reforçaram que o cenário é positivo para o próximo ano, principalmente com a expectativa dos novos governos, que trazem confiança em um cenário com melhores índices de emprego, de renda e de crédito disponível. Lembraram, porém, que é necessário atitude e novas agendas de desenvolvimento para o crescimento da economia.

Segundo a presidente Simone Leite, o Brasil passa hoje por quatro fenômenos que influenciam diretamente no encolhimento do País: baixo engajamento com as pautas coletivas; individualismo; terceirização de responsabilidade; e negação à política. No Rio Grande do Sul, o processo é ainda mais difícil em função do estado de espirito das lideranças gaúchas. “Vivemos num constante cabo de guerra, em que poucos aceitam ceder e acatar as ideias dos outros”, criticou.

Para ela, o desafio para que o Estado volte a crescer está num reposicionamento das responsabilidades, principalmente das lideranças gaúchas. “Precisamos nos conscientizar de que ficamos para trás e que continuamos cavando uma crise para o futuro em que prevalece o espírito de belicosidade, a política de terra arrasada e a busca por recompensas pessoais ou corporativas”, finalizou a presidente reeleita para o mandato de 2019-2020 da Federasul.

De acordo com o economista Fernando Marchet, 2019 deverá ser um ano para consolidar a retomada do crescimento da economia, iniciada em 2017. “Nós tivemos uma pequena melhora em 2018 e, no próximo ano, precisamos assegurar esse crescimento para alavancar em 2020 e 2021”, observou. Segundo ele, 2018 deve terminar com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro na faixa de 1,4%, enquanto 2019 deve chegar a 2,9%. “Reduzimos nossa projeção para esse ano logo depois da greve dos caminhoneiros, que apresentou as fragilidades de infraestrutura e dos transportes no Brasil”, revelou.

Outro dado bastante influenciado pela greve foi a taxa de inflação, que deve chegar a 3,70% em 2018 e 4,0% em 2019. Quanto à taxa SELIC, a previsão é de que feche 2018 em 6,5% e o próximo ano em 8,0%. Para Marchet, é esperado que o dólar possa chegar a R$ 3,80 em 2019, subindo a medida que não forem realizadas as reformas estruturantes (principalmente, previdência e tributária) no Brasil.

Para o Rio Grande do Sul, a projeção é de que o PIB fique em 1,2% em 2018 e 2,7% em 2019, principalmente puxado pelo agronegócio. Segundo Marchet, as pautas estaduais são as mesmas da macro economia: aprovação das reformas; plano de concessões e privatizações; e ajuste fiscal. “O Estado vai colher o desenvolvimento da economia brasileira, mas deve fazer a sua parte”, finalizou.

 

Imprensa Federasul

Coordenação froes, berlato associadas

Foto: Itamar Aguiar

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